segunda-feira, 22 de agosto de 2016

RESILIÊNCIA

RESILIÊNCIA

                                    RESILIÊNCIA

 

 


          Por Rosângela Roseli Riquena         

 
  

A depressão surge na vida de uma pessoa por diversas situações.
Vimos na edição das Olimpíadas 2016, alguns esportistas narrarem suas vidas tomando outro rumo após um estresse grande , quando após muito tempo de treino, não conseguiram chegar a seu objetivo, entrando em grande depressão.
Uma pessoa submetida à situação de estresse e que trabalham para que as dores da alma sejam amenizadas é chamado de um indivíduo resiliente.
Trabalhar duro, ter um segundo trabalho para se sustentar, não ter patrocínio e acima de tudo ter um descrédito da sociedade, são fatores para desistir e se afundar, contudo percebemos em alguns personagens na Olimpíada 2016 que isto não ocorreu.
O indivíduo que tem a capacidade de resiliência é uma pessoa de plasticidade impar.
Perceber que a terapia é fundamental para que estes indivíduos  notassem sua capacidade de superação.Focar em um propósito diminuiu o sentimento de vitimização, pois estava ocupado com seu projeto de vida.
A autoconfiança foi trabalhada paulatinamente para que o individuo se conhecesse  e reconhecesse, isto implicando em assumir erros também.
Permitir-se enfraquecer em alguns momentos os tornaram mais humanos e isto fez com que tornassem ao estado original, não sendo obrigados a serem fortes o tempo todo, pois poderiam quebrar,como antes ocorreu.
Saber sempre quem é e o que faz, será o divisor de águas para a superação de si mesmo.
A única pessoa que poderá dizer se poderá ou não algo é você mesmo.
Os esportistas que superaram seus medos, conseguiram após perceberem a posição de inferioridade em que se colocaram.Não foram os países adversários que os colocaram neste lugar de menos e sim acreditarem serem menos,  uma vergonha ou que não poderiam,por haver esportistas 'melhores' .
Eu consigo diminuir o medo parando de alimentá-lo,quase matando-o de inanição.   

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A PSICOSE NO ENSINO DE LACAN





 

Por Rosângela Roseli Riquena






A PSICOSE NO ENSINO DE LACAN


A psicose difere estruturalmente da neurose e da perversão. No feticheismo, paradigma da perversão, o objeto real se transforma em condição erótica e a pessoa só consegue ter relação sexual se houver esse objeto no corpo do outro.
O fetiche preenche objetalmente  a falta do Outro, ou seja, evita a falta presentificando-a com um objeto real. A produção de fetiche permite que um objeto real tenha a função de anular a castração materna.
O fetiche corresponde, na perversão, ao lugar do sintoma na neurose. Já na psicose, a partir da abolição da falta, o que aparecerá serão fenômenos elementares, como alucinações.
Na relação do Sujeito com o Outro, o perverso se identificará ao desejo do Outro, assim garantirá o gozo do Outro. Na psicose o Outro ocupa o lugar do Sujeito, e essa é a causa da sintomatologia da psicose. O Sujeito será invadido por esse Outro.
Quando o indivíduo alucina é invadido pelo Outro se confundindo com o Sujeito, sendo essa a explicação  para o fenômeno psicose.
O Nome-do-Pai não está presente, daí que o desejo da mãe não está barrado e o Sujeito fica preso a ele, ou seja, não há falta.
Se há alguém que não tem falta , esse é o psicótico, pois o que o caracteriza é não ter vínculo social e não conseguindo estabelecer coerência em seu mundo nem na relação com o Outro.
Lacan diz no texto “Formulação sobre a casualidade psíquica”:
Longe de a loucura ser um fato contingente das fragilidades de seu organismo, ela é virtualidade permanente de uma falha aberta na sua essência. Longe de ser um insulto para a liberdade, ela é sua mais fiel companheira, seguindo seu movimento como uma sombra. E o ser homem, não somente poderia ser compreendida sem loucura, como ele não seria o ser do homem se, em si, não trouxesse a loucura como limite  da liberdade.

(Texto extraído do livro “Psicanalise Lacaniana” de Márcio P. S. Leite)


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014





AMOR PLATONICO E SEUS DESDOBRAMENTOS
 

Por Rosângela Roseli Riquena

  A internet surgiu na década de 60 para fins militares, mas em 1995 mais de 400 milhões de pessoas se comunicavam pelo mundo todo.

Surgiram os chats, os blogs, a webcam e os sites de relacionamentos, fazendo as pessoas se tornarem invisíveis aos olhos, mas se sentindo mais “seguras” para uma intimidade  ampla, dando vazão as fantasias sem culpa.

A internet propicia relacionamentos amorosos sem necessidade de um contato físico, assim obtém breves momentos de felicidade que amenizam a solidão.

A pessoa interage com frequência, sem fazer parte de um grupo social, conversando, dando opinião, mas se faz esquecer como a velocidade da luz. O desconhecido assusta e ameaça, assim sendo, a internet se torna um muro de proteção.

Bauman (2007) desenvolveu o conceito de sociedade liquida moderna:

 

Liquido-moderno é uma sociedade em que as condições sob as quais agem seus membros mudam num tempo mais curto do que aquele necessário para a consolidação, em hábitos e rotinas, das formas de agir.( BRAUMAN, 2007)

 

Seguindo este raciocínio, as relações amorosas são vividas em condições de incerteza constante, tornando-a frágil, frívola, incapaz de solidificar-se, pois as mensagens constantes tem um nível de importância além do imaginado para um relacionamento presencial.

A flexibilidade de se relacionar com uma pessoa virtualmente e com um simples clique, estar com outra, faz com que o internauta se sinta livre e comprometido ao mesmo tempo, pois este tipo de relacionamento evidencia o corpo físico sempre intacto de qualquer toque, podendo ser chamado de relacionamento acorporal.

Os compromissos bem como uma vida sexual, são evitados a todo custo, pois no mundo virtual há a possibilidade de uma vazão as fantasias sem riscos de DST.

O comportamento social pós-moderno causou abalos nas relações sociais, não sendo por acaso que a depressão seja a patologia do século. A sociedade moderna tem na liberdade, na autonomia e na valorização narcísica individual seus pilares de novos modos de alienação orientados para o gozo e para o consumo e em razão desse processo a pessoa acredita ser livre , tendo dificuldades em reconhecer sua história , os seus vínculos com semelhantes para sustentar sua posição subjetiva.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

POR QUE AS PESSOAS SONHAM




Por Rosângela Roseli Riquena



O marco da grande história de Freud foi sua obra “A Interpretação dos Sonhos” (1900), a qual fez com que a ciência voltasse  sua atenção com novo olhar após a publicação desta.

Através dos estudos feitos, foi possível constatar que o fenômeno sonhar, traz o inconsciente de uma maneira reveladora e acessível para estudos, tendo a aceitação da afirmação de Freud de que, os sonhos são o caminho para a estrada que leva aos recessos inconscientes e obscuros da mente. O sonho é um fenômeno regressivo; o qual nos devolve aos estados primitivos da infância. No entanto, não podemos esquecer que  o sonho  são restos do dia.

 Mas o que dizer sobre os sonhos estranhos?

 A ciência dirá que estes sonhos surgem do nosso inconsciente, local onde são armazenadas todas as lembranças e experiências que temos ao longo de nossas vidas. Desta forma, o sonho é um retrato do nosso mundo interior.

Nós temos dois tipos de sono: NREM (No Rapid Eye Movements) e REM (Rapid Eye Movements), onde se observa uma variação no Sistema Nervoso Autônomo, neste momento, as informações que estão armazenadas são concatenadas de maneira incomum, pelo fato do cérebro estar em alta atividade nessa fase, contudo os órgãos dos  sentidos não estão ativados como quando acordados, desta forma as memórias mais evidenciadas, ou seja, os sonhos inéditos seriam uma “metáfora” de experiências vividas.
 
Mas para que sonhamos?

O sonho tem a função de nos levar a simular comportamentos de recompensa (os bons), assim como de punição (os pesadelos), os mais evitados. Esta tese vai de encontro com a ideia freudiana de que os sonhos é a satisfação do desejo do id. Em estado de vigília, o ego esforça-se para proporcionar prazer e reduzir o desprazer durante o sono, a ausência de aprazimento são apurados, associados e arranjados de maneira que a sequencia do sonho permita uma satisfação adicional ou redução de tensão.

Freud foi capaz de mostrar que a elaboração onírica é um processo de seleção, distorção, transformação, inversão, deslocamento e outras modificações em um desejo original, tornando tal desejo aceitável ao ego, mesmo que o desejo não modificado seja totalmente inaceitável pela consciência em estado de vigília. A permissividade dos sonhos, trás uma tolerância de ações que estão além das restrições morais de nossa vida de vigília, observou Freud.
            Na psicanálise, o paciente é ajudado a interpretar os sonhos a fim de recuperar o material inconsciente. Freud deixa claro que as interpretações devem ser personalizadas.

 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A TEIA WWW



Por Rosângela Roseli Riquena




Quando penso nas redes sociais, visualizo uma imensa teia, a qual as pessoas são capturadas sem condições de sair.

Observo que as patologias brotam em cada clique que é dado, sendo postado as “suas verdades” on line.

Há os que se comportam como verdadeiros exibicionistas no desejo de chamar a atenção sobre si, expondo-se como não faria na presença de alguém.

O fanatismo, seja ele qual for, é martelado clique a clique, numa tentativa doentia de fazer com que todos compartilhem da mesma ideia sem direito a questionamentos, como se existisse uma única verdade, o do fanático.

Outros se deixam levar pelo voyeurismo, saciando seus desejos quando  olham  on line através de suas "janelas" de forma imperceptivel para observarem a vida alheia.

Assim, o Id surge de um rompante e se coloca em ação, bailando na tela do computador como se esta fosse as paredes de seu quarto.

Não quero dizer com isto, que tal comportamento é padronizado, ou mesmo inevitável, mas sim que alguns e me atrevo a dizer que a maioria faz uso desta tecnologia para obter prazer.

As redes sociais se tornaram um oásis, onde todos estão presos em meio ao deserto e como não poderiam faltar, as miragens aparecem num dançar de real e não real.

É como se a realidade fosse dura demais a ponto de haver a necessidade de se criar um falso self, só assim é esquecido o que se é ,para ser o que os outros esperam, tendo assim uma personalidade novinha em folha, escondendo de si mesmo, o seu EU verdadeiro.


domingo, 29 de julho de 2012

CRIANÇAS ÍNDIGO


Por Rosângela Roseli Riquena





Uma criança índigo apresenta um novo e incomum conjunto de atributos psicológicos, indo, além do plano intelectual, exigindo do ambiente a sua volta, certos comportamentos que diferenciam da sociedade atual. O objetivo da criança índigo é quebrar certos paradigmas da humanidade.

 O termo índigo, surgiu da cor da aura dessas crianças.

  As crianças índigos agem com um sentimento de realeza, pois se autovalorizam, desta forma contando aos pais quem são.

Desejam ter nascido e para lidar com autoridade desejam uma explicação plausível para que possam avaliar.

Gostam de estar em criatividade o tempo todo, encontrando formas novas de fazer as coisas, tendo dificuldade de se aquietarem.

Por se diferenciarem das outras crianças, agem de forma sociável apenas com seus iguais, do contrário se tornam introvertidas, principalmente no ambiente escolar.

Existem quatro tipos diferentes de índigos, com sua proposta:

1.   Humanista: Como são hiperativos trabalhará como advogados, executivos, professores, vendedores, políticos, sendo grandes doutores. O índigo humanista é comunicativo, contudo como tem dificuldade de saber o limite de cada coisa, acabará por se dar mal em algumas situações. Tem dificuldade de organização, pois se dispersa facilmente com outra atividade, como por exemplo, livros, afinal se entregam a leitura com simplicidade.



2.   Conceitual: estas são crianças índigos bem atléticos,  se meninos, tentam controlar sua mãe, mas se meninas, o pai. Esta criança estará pronta quando adulta para ser um militar, arquiteto, astronauta, projetista, piloto. Se não conseguem desenvolver suas habilidades, poderão tender para as drogas, tendo a necessidade dos pais, estarem bem atentos ao padrão de comportamento dessas crianças. Quando a criança não permite que entrem em seu quarto, isto é sinal de que algo não vai bem e assim os pais devem redobrar a atenção.



3.   Artista: A sensibilidade deste índigo é mais aflorada, já que são mais criativos e qualquer que seja o campo que atuar, sempre será voltado às artes. Enquanto estiver em fase de desenvolvimento, não se fixará em uma única forma de expressão, tendo a possibilidade de ter vários instrumentos musicais, se este for música. Quando o índigo artístico escolher seu campo de atuação, se empenhará sendo um artista especializado no assunto.



4.   Interdimensional: Esta criança índigo é maior que qualquer das outras três, do ponto de vista estrutural. São valentões e não gostam que lhe ensinem nada, dizendo já saber. Eles traçaram novas filosofias e espiritualidade para o mundo.



 
Como reconhecer uma criança índigo?

Ela tem alta sensibilidade;

Excessiva energia;

Baixo poder de concentração;

Necessita estabilidade emocional e segurança de adultos a sua volta;

Se não for orientado de forma democrática, resistirá à autoridade;

Senão conseguem desenvolver suas ideias, podem se tornar frustradas;

Possui verdadeira adoração por matemática e leitura;

Resistem a decorar mecanicamente qualquer matéria, tendo a necessidade de aprender através de explicação, pois são bons ouvintes.

Para que fique quieto em algum lugar, tem de haver algo de seu interesse que o envolva;

A experiência da decepção ou falha na tenra idade acarretará um bloqueio permanente;

Tem medo da morte e da perda das pessoas que amam.

As crianças índigo são facilmente confundidas e diagnosticadas como  (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), somente pelo fato de se recusarem obedecer e ou serem muito dispersas e agitadas, sendo condenadas a usarem drogas como a Ritalina.

 Trate a criança índigo com mais atenção, não façam para elas as atividades, pois desta forma estará tolhendo sua criatividade. São crianças extremamente solidárias. Respeite sua opinião e nunca a diminua, busque entender. Se o adulto tiver de instruir em algo, buscar explicar o porquê disso, pois só assim o adulto obterá o respeito da criança, do contrario elas terão argumentos que deixará o adulto sem ação.

As crianças índigo são honestas e para tanto faça-as parceiras no relacionamento, sendo sincero com elas, explicando tudo que for feito para elas, afinal elas percebem sua consciência e honra por elas. 

Procure sempre fazer comentários de forma construtiva para que a criança saiba que você o apoie em qualquer momento.

A decisão pela profissão que ocuparão no futuro é decisão que será feita por eles e mais ninguém, desta forma não induza a criança a nenhuma forma de escolha, pois ela sabe para que veio.

O relacionamento com crianças índigos são abertas e honestas e respeitaram pessoas que tenham o mesmo tipo de comportamento.

Monotonia trará arrogância para estas crianças, demonstrando que necessitam de outros desafios, faz-se necessário ocupar a mente delas da melhor forma possível.  

Para que cresça em ambiente saudável, é necessário que seja justo, mas seguro em suas colocações em relação à criança índigo, contudo há que ser flexível para mudar e ajustar alguns limites que a criança possa apresentar.

Toda colocação feita por um adulto deve ser de forma branda, baseada no amor, sempre explicando muito bem para que não haja entendimento dubio.

Para chama-la busque tocar (ombro, aperto de mão, braço) e não usar de tom áspero, pois são crianças sensíveis ao tato.

Se não conseguir cumprir sua promessa, não as faça, negocie cada situação. Discuta com amor cada situação.

Advertências são melhores que broncas, mas há que ser mostrada a coerências em suas argumentações. Tanto na educação como na escolha da escola, sempre temos que ter em mente que devemos ensinar a criança como pensar e não o que pensar. Devemos passar a sabedoria, que é o conhecimento aplicado, para que ela obtenha sua própria verdade. Crianças são tudo que elas precisam ser.

TEXTO EXTRAIDO E RESUMIDO DO SITE: http://flordavida.com.br/HTML/indigo.html



Alguns Links para o Assunto

http://www.kryon.com
http://www.indigochild.com
"Through the Eyes of a Child" - conjunto de 2 fitas de video de Drunvalo Melchizedek (somente em inglês). Ou, se você for aluno da FOL/Brasil e morar em São Paulo, consulte-nos para se associar e poder acessar o arquivo de vídeos de nossa videoteca.


sábado, 14 de julho de 2012

VIDA ASSEXUADA TEM TRATAMENTO



Por Rosângela Roseli Riquena




...Muitos temores nascem do cansaço
e da solidão... (Renato Russo )


A vida sem sexo seria uma forma de repressão, representando o medo que a pessoa tem  da própria sexualidade ou  projeção, que seria a escolha pela vida sem sexo, como são os casos de religiosos.

As emoções negativas que não são administráveis, fazem com que a pessoa não tenha desejo sexual, desta forma  viverá uma doença emocional que impedirá de manifestar o desejo sexual  de modo coerente.

A motivação e excitação levam ao desejo que age impulsionando o encontro entre parceiros. Contudo o desejo sexual está ligado a estímulos do ambiente cultura em que se vive, pois há em alguns caso a crença de que a melhora no trabalho ou nos estudos, resolverá e mudará para melhor a vida sexual.

Algumas pessoas poderão viver por um tempo ou a vida toda sem sexo, mas se exposta a um estimulo, ficarão excitadas.

Um tratamento psicológico, o qual a pessoa consiga administrar suas emoções relacionadas a sexualidade, trará de volta o desejo sexual. Expressar suas emoções é uma das habilidades que a pessoa deverá desenvolver para um bom resultado.

Por fim, deve-se buscar entender suas crenças, sua história de vida, bem como a história de vida e das atividades sexuais do(a) parceiro(a), para assim conseguir resgatar o desejo sexual.

Não nascemos para sermos assexuados, já que sexo é um impulso natural como sede e fome, sendo a única diferença é que o sexo está ligado ao psicológico, fazendo com que muitos neguem  o desejo.

Entender a si mesmo é um caminho árido, mas somente desta forma a pessoa conseguirá ter uma vida plena.